Passavam 54 minutos da hora marcada, 22, quando as luzes se apagaram na ModaLisboa. Os últimos convidados correram, literalmente, para os seus lugares e, dois minutos depois, “Whole Lotta Love” de Led Zeppelin começou a tocar bem alto.
Na passerelle, apareceu a primeira manequim. Alta, cabelo solto e um tanto ou quanto wild como o amor deve ser, vestia uma gabardina e culotes brancas. Só. Nos pés, uns chinelos cheios de pêlo verdes. 
Nada de estranho. Afinal, Ricardo Preto já tinha avisado que essas seriam duas das cores predominantes da sua coleção de primavera/verão 2018, a “Whole Lotta Love”, dedicada à procura do amor.
Na zona dos convidados vip, Carina Caldeira seguia com o olhar cada manequim, que ia surgindo rapidamente ao som da música. Ao longo do desfile, que durou 17 minutos certos, o criador mostrou que o preto também pode ser uma cor de verão; os blusões de ganga devem continuar a usar-se oversized; os twin sets unicolor não vão descer do pódio depois do inverno.
Depois da volta final em que todos os manequins desfilaram ao som de aplausos e bravos, bravíssimos, Ricardo Preto veio agradecer ao lado da cantora Cláudia Efe. 
Afinal, como começou Ricardo Preto? Depois de terminar o décimo segundo ano, Ricardo Preto decidiu seguir arquitetura. Tirou a licenciatura na Universidade Lusíada, em Lisboa. Mas após fazer um curso de corte e costura com Maria Emília Sobreira e um workshop de handbags na St. Martins School of Arts, em Londres, decidiu mudar o rumo e seguir moda.
Pegou nos seus ensinamentos e começou por desenhar uma coleção para a marca Amarras, bem como malas para a espanhola Perteguaz. Na mesma altura, foi convidado para criar acessórios e chapéus para os criadores Osvaldo Martins e Dino Alves. 
Depois de apresentar duas coleções nas “Manobras de Maio”, em Lisboa, foi convidado para integrar o calendário da ModaLisboa, em março de 2006 – vinculo que tem mantido até hoje. A par da criação de coleções próprias, tem trabalhado na área de produção de moda para diversas revistas de moda e lifestyle nacionais e desenvolvido parcerias criativas com várias marcas.
 Cria o guarda-roupa para a ópera Paint Me, uma co-produção São Carlos e a Culturgest, encenada por Rui Horta, que estreou em 2010.
Entre 2010 e 2015, desenvolveu várias coleções com a Meam Style. Ao todo, três linhas por estação, que foram vendidas em Espanha, França e Itália. Nessa mesmo altura iniciou uma parceria de venda na conceituada Loja das Meias, em Lisboa, ao lado de criadores internacionais. 
Desde 2016, desenha as coleções Ricardo Preto exclusively for Rustan’s Men and Woman, e U by Ricardo Preto for Rustan’s Men and Woman, assim como acessórios para as duas linhas, que estão atualmente à venda no mercado asiático.



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